Joe, o macaco adormecido

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Sou muito “pilhado” e com isto, a minha mente não pára de fazer associações ou “viajar” até mesmo enquanto durmo.

Meus sonhos costumam ser coisas de cinema: com personagens, cheios de detalhes, sensações, sons, cheiros, explosões… uma loucura! O que mais me impressiona, quanto ser humano, é ver a capacidade do nosso cérebro de criar e trabalhar gerando imagens e sensações.

Já teve aquele momento de saber que estava dormindo e conseguir ter o controle total sobre as suas ações? É fantástico! Hoje decidi compartilhar uma de minhas viagens… esta até que com mais sentido. Vamos lá:

Eu, Marcio, estava batalhando contra o maior arque inimigo, Daniel.

Ele, 2 metros e meio de altura, estilo He-man, exibindo seus músculos, me convidou para a batalha sangrenta com espadas de Samurai.

Precisava treinar, mas como? Bem, não há jeito melhor de deixar a sua espada afiada matando pessoas… Sim, matei uma, duas, três, quatro. Tudo em companhia do meu treinador.

No momento de realmente duelar contra Daniel, resolvemos nos encontrar na arena. Deixe-me detalhar um pouco o local… … Imagine uma pequena ilha: de um lado o mar, do outro um pequeno feixe de água que separava a terra firme.

Neste pequeno feixe de água tinham dois grandes barcos de cruzeiro de luxo. Eram brancos com diversos botes salva vidas, idêntico àquele que estava encalhado recentemente na Itália.

Atravessando a balsa eu encontrava uma rua de areia, tipo praia, com diversos carros estacionados. O meu estava lá.

Bem, voltando a arena… Era um espaço bem amplo e aberto. Para chegar a balsa, era necessário praticamente escalar um morro gramado. Disto isto, durante o duelo era matar ou morrer, pois não havia lugar para fugir.

Neste momento, toda a trama mudou! Uma multidão apareceu! E no meio, uma mulher, chamada Rita, com cabelo chanel preto, bem magra, começa a falar com a multidão.

– “Pessoal! Saiam já daqui! O grande animal vai despertar de sua fúria! E poucos sobreviverão!!”, dizia ela.

O pânico se espalhou entre todos! Menos Daniel, ávido por me desafiar e matar. Eu, é claro, aproveitei a situação para ficar o mais longe possível dele, pois dentro do meu âmago não queria duelar.

buero

A multidão se reunia em uma redoma… E de repente, Rita gritou: “saiam daqui imediatamente!!!!”. Todos ficaram mais desesperados, no entanto, com um certo grau de curiosidade, pois ao redor desta arena haviam diversos bueiros com luzes coloridas.

Até que eu percebi, que um dos bueiros era diferente… Tinha uma marca, alias, uma pata de um bixo grande. Pedi ajuda e com outras duas pessoas, abri o buero. Nele, havia uma película plástica protetora, estilo a invisible shield (película protetora do iPhone impossível de ser quebrada).

Nisto, reparei que era um buraco muito fundo! Com uma pequena luz no fim. Bati bastante… E eis que escuto um rugido. Saio correndo desesperado e noto pequeninas placas de ouro no rodapé da ilha, com a mesma simbologia da tampa e a palavra “help” (ajuda em Inglês).

Não penso duas vezes: Pego minha espada de Samurai e corro o mais longe possivel.

No topo da colina escuto todos gritando “Ó mestre gorila! Ó mestre gorila!” e aparece um bicho de 50 metros de altura com seu cetro de rei, rugindo muito alto e batendo suas mãos sobre a água, causando ondas de 10 metros de altura. Escuto a multidão aos prantos e berros de arrependimento, e eu? Correndo em busca do meu carro!

Aqui, a música (trilha sonora) acelera! Como filmes de ação! Os cruzeiros transatlânticos (as balsas) saem desesperadas e eu acabo não conseguindo pegar uma para chegar em terra firma. Em um ato de desespero, me atiro ao mar e tento nadar o mais rápido possível.

Finalmente consegui chegar a terra firme e sair o mais rápido possível com meu carro, no entanto, o gorila gigante avança a terra firme, produzindo tsunamis e eu acabo fincando ilhado.

Em um último ato, acelero meu carro até o mar em direção a água. Ao perceber a idiotice, só me resta uma ultima chance: apertar o select do controle do video game*.

*o botão select, em jogos de carro, reinicia a posição do carro para um local seguro.

Feito isto: ufa! Acordei e vi que tudo não passava de um sonho!

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